Liberdade, Igualdade e Fraternidade
A idéia deste ensaio é debater o tão conhecido lema da maçonaria: liberdade, igualdade e fraternidade... |
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“UM LEMA OU UM QUESTIONAMENTO”
No que se refere à liberdade: tal termo pode ser definido e entendido como a liberdade de expressão; a liberdade de ir e vir; a liberdade de pensamento; de religião; de ação...ou seja, supostamente a possibilidade de se poder fazer o quê tiver em mente mas, no entanto, tal liberdade sem precedentes nunca existiu e provavelmente nunca existirá, devido ao fato de que sempre existiram ordens e regras a serem seguidas. A liberdade existe até certo ponto, ou seja, existe até que não atinja nem interfira na liberdade do outro, do próximo. E sendo assim, já se tem – automaticamente – um limite a tal liberdade. Há muitos séculos atrás, a Igreja Católica era a Instituição detentora do poder tanto financeiro quanto o de controlar a população através de diversas artimanhas que utilizavam o sagrado, a religião, o intangível e a fé como forma de limitar a liberdade desse povo e assim, de lidera-los. Com o passar dos tempos, essa mesma Igreja divide esse poder de dominação com os reis e em seguida, com a alta nobreza. E hoje, esse poder se encontra no governo vigente que julga, estabelece e instaura leis de conduta para toda uma nação que nada mais são do que limites para se manter a ordem mínima, sem mencionar a influência do governo de outros países nessa frágil e regulada liberdade. Ao mesmo tempo, é realmente necessário que se tenha ordem, regras, uma linha de conduta a se seguir. Nos povos antigos, nômades e índios, não havia um governo que criava e instalava leis mas, existiam as tradições, os costumes que não são nada mais que “leis” a qual todo um povo obedecia, não deixando de atuar como um limite àquela liberdade. Sem tais ordens e leis, provavelmente a anarquia se instauraria, visto que dificilmente um grupo de homens consegue chegar a um senso comum, se cada um levar em conta a sua própria liberdade de escolha. O mesmo ocorre com grupos religiosos: há sempre uma ordem, ou melhor, um credo, uma crença a ser seguida pelos fiéis. “É fácil estabelecer a ordem de uma sociedade na submissão de cada um dos seus componentes a regras fixas. É fácil moldar um homem cego que tolere, sem protestar, um mestre ou um corão. Mas é muito diferente libertar o homem, faze-lo reinar sobre si próprio. Mas o que é libertar? Se eu libertar, no deserto, um homem que não sente nada, que significa sua liberdade? Libertar este homem seria mostrar-lhe que tem sede e traçar o caminho para um poço. Só então se lhe ofereceriam possibilidades que teriam significado. Libertar um pedra nada significa se não existir gravidade. Porque a pedra, depois de liberta, não iria a parte nenhuma”. Antoine de Saint-Exupery – Escritor francês.
É notável que sempre que
alguma pessoa se rebela, vai contra tais leis e crenças estabelecidas,
está somente exercendo o seu direito à liberdade. E, é notável também
que, quando isso acontece será – de alguma forma – repreendido, detido.
Assim, grandes rebeliões, tem como conseqüência grandes massacres
exatamente pelo fato de que, quem domina não aceita a opinião alheia,
muito menos subalterna e não pode ser dar ao luxo de abrir exceções e
por isso, reprime – como uma forma de demonstrar seu poder – mas também
como forma de inibir futuras “demonstrações de liberdade”, por assim
dizer.
Sendo assim, ou seja, sabendo
que todo ser-humano tem, por natureza, direito à liberdade, sabe-se
também que todo ser-humano não consegue exerce-la, por vários motivos.
Quando esse direito interfere no direito do outro de liberdade, muitos
choques acontecem e para que todos vivam “pacificamente”, necessita-se
de uma lei tentando colocar essas pessoas como sendo iguais, trazendo
consigo o desejo da igualdade.
Todos, no entanto, deveriam
ser tratados da mesma forma, como que nivelando um tipo de tratamento
para todos os homens. Se assim fosse, aquelas regras e leis se tornariam
inviáveis para uma parcela da população e por isso, aceita-se que
exista a diferença.
Supondo que a distribuição
inicial é desigual, procura-se uma regra de redistribuição que, em
relação ao estado anterior das coisas, tem resultado igualitário. Assim
seria, por exemplo, a regra que garantisse um nível mínimo de renda ou
acesso a certos cargos ou posições (nivelando oportunidades). Mas
supondo uma situação como, por exemplo: você trabalha bastante, e não
ganha o suficiente para sustentar a si mesmo e à sua família. E, o seu
vizinho, não se interessa, não se importa, muito menos se esforça para
garantir o sustento de sua própria família como você mas, como estamos
(supostamente) em um estado igualitário, o governo dá a mesma quantia de
dinheiro (supostamente) tanto para você (que se esforça ao máximo)
quanto para seu vizinho (que não se importa). Considerando o ser humano
como ele realmente é...a primeira pergunta que surge: é justo? Ora, do
ponto de vista de Deus, com certeza. Do ponto de vista do Estado
(utopicamente igualitário) o vizinho tem tanto direito quanto você mas, é
moralmente correto? É praticamente certo que muitos dirão que,
moralmente é incorreto pois aquele que trabalha e se esforça é merecedor
de ajuda e o outro não.
Todos os homens devem ser
tratados por igual, o que não quer dizer que sejam todos iguais mas sim
que, a desigualdade de fato é irrelevante para o tratamento dos homens. O
princípio de cada caso particular deve ser tratado como tal: é o ideal
da plena flexibilidade do direito, a justiça do caso concreto...quando
os indivíduos são iguais – mais rigorosamente – quando os indivíduos e
as conseqüências extremas são iguais – devem ser tratados igualmente;
quando os indivíduos e as circunstâncias extremas são desiguais – devem
ser tratados desigualmente. Este não é um princípio de igualdade e sim
de um tratamento igual e desigual.
A justiça não é igualdade.
É nesse momento que entra em
jogo a tão perdida e fracassada FRATERNIDADE. Ou seja, se aquele que é
capaz de aceitar, de achar que aquele irmão merece o mesmo que ele, é o
realmente fraterno. Aquilo que desejo para o outro é o mesmo que desejo
para mim. É claro que muitas pessoas foram benevolentes e fraternas o
suficiente para não só aceitar mas como defender e encorajar tal
situação. Hoje em dia ainda ocorre? Sim...muito mais raramente..mas,
ocorre.
A fraternidade resume todos
os deveres dos homens. Ela significa: devotamento, abnegação,
tolerância, indulgência; é a caridade evangélica por excelência e a
aplicação a máxima: “agir para com os outros como gostaríamos que os
outros agissem conosco”. A contrapartida é o egoísmo. A fraternidade
diz: “cada um por todos e todos por um”. O egoísmo diz: “cada um por
si”. Sendo essas duas qualificações a negação uma da outra, é tão
impossível a um egoísta agir fraternalmente para com seus semelhantes,
quanto o é para um avarento ser generoso, a um homem pequeno alcançar a
altura de um homem grande.
Na fraternidade, a palavra
“eu” tem seu valor diminuído diante da importância da palavra “nós”.
Numa fraternidade todos se ajudam mútua e desinteressadamente. Uma
fraternidade é como uma família bem constituída. O “coletivo” sempre
prevalecerá sobre o “individual”, pois cada um só será feliz se todos
forem felizes, só será próspero se a prosperidade atingir a todos. Em
prol dos interesses da fraternidade todos sacrificam alegremente seus
interesses pessoais.
Mas, pode-se ver que na atual
sociedade, esse sentido de fraternidade praticamente não existe pois a
sociedade, as pessoas, o ser humano se corrompeu com o capitalismo. O
desenvolvimento e enriquecimento próprio passaram a ser a ordem do dia e
as pessoas simplesmente não mais se importam com o outro que está
exatamente ao lado.
A filantropia é quase
sinônimo de fraternidade: é uma forma de amor universal, em cujo caminho
devemos trilhar, observando e ajudando a todos os necessitados, desde
os desvalidos de sorte até os aparentemente mais felizes.
Qual é o inimigo da
igualdade? É o orgulho. O orgulho que, por toda a parte quer primar e
dominar, que vive de privilégios e de exceções, pode suportar a
igualdade social, mas não a fundará jamais e a destruirá na primeira
ocasião. Ora, sendo o orgulho, ele também, uma das pragas da sociedade,
enquanto não for destruído, oporá uma barreira à verdadeira igualdade. A
liberdade, dissemos, é filha da fraternidade e da igualdade; falamos da
liberdade legal e não da liberdade natural que é, por direito, nata
para toda criatura humana, desde o selvagem ao homem civilizado. Vivendo
os homens como irmãos, com os mesmos direitos, animados por um
sentimento de benevolência recíproco, praticarão entre si a justiça, não
procurarão nunca se fazerem mal, e não terão, consequentemente, nada a
temer uns dos outros.
A liberdade será sem perigo,
porque ninguém pensará em dela abusar em prejuízo de seus semelhantes.
Mas como o egoísmo que quer tudo para si, o orgulho que quer sempre
dominar dariam a mão a liberdade que os destruiria? Os inimigos da
liberdade são, ao mesmo tempo, o egoísmo e o orgulho, como o são da
igualdade e da fraternidade.
A liberdade supõe a confiança
mútua; ora, não poderia haver confiança entre pessoas movidas pelo
sentimento exclusivo da personalidade; sempre com medo de perder o que
chamam de “direito”, a dominação é a condição de sua existência, por
isso armarão sempre ciladas à liberdade, e a abafarão tanto tempo quanto
o puderem.
Esses três princípios são,
pois, como o dissemos, solidários uns com os outros e se servem
mutuamente de apoio. Assim, formam um triângulo no qual:
Mas, no entanto, a fraternidade sobrevive sem a liberdade e sem a igualdade pois:
Ir.'. Alcides Germano F° (M.'.I.'.)ARLS Deus, Justiça e Amor nº 2086
GOB - Or.'. Sumaré - SP.
Fonte: http://www.comunidademaconica.com.br/Artigos/10083.aspx
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CAMPANHA DE SANGUE
quinta-feira, 2 de maio de 2013
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